11 de Fevereiro de 2011

Agora pede-me, com aquele olhar terno, para que eu venha.

No tom sente-se a questão que não é capaz de colocar directamente: "porque vens tão poucas vezes?"

Não pergunta, mas consegue dizer tantas coisas que juntando vai lá dar.

Entendo-a e também gostaria de ir mais vezes, como quem quer estar com o novo amor todos os dias. Sim. Pelos pais também se sente essa vontade louca de estar junto. A distância dá o seu contributo às relações que outrora foram difíceis.

"Não posso", respondo a contra-gosto.

É estranho dizer "não posso", mas foi ela quem criou essa independência, esse sentido de responsabilidade, de pessoa ocupada que leva tudo até onde pode, porque até ao fim... não sei o que é até ao fim e parece muito definitivo.

Mas hoje quem quer o colo é ela. Procura-o de uma maneira muito torpe, difícil de decifrar, contudo possível.

publicado por Praiamorena às 23:11

10 de Fevereiro de 2011

Um sabor amargo, foi o que senti depois de ter ido contra uma saliência de um carro, daqueles bem antigos, que têm o "agarra-atrelado" de fora.

Não foi por ter ido contra esse objecto, nem por ter criado dois hematomas na canela e ter sentido umas dores horríveis.

Não foi pelo embate, nem pelo resultado.

Espante-se quem quiser, mas o amargo veio pelo simples motivo de que senti a perna inchar e me lembrei que não havia uma única pomada em casa.

Recém mudada, independente, mas ainda desorganizada em detalhes.

Uma  simples pomada, uma almofada de gelo, coisas que mãe preta tem, mas eu não.

Deu-se a batida e o pensamento foi: na farmácia da mamã eu safava-me!

Tirava a pomada e levava com ela o raspanete da praxe.

 

Nada mudou, portanto, apenas o meu lugar!

publicado por Praiamorena às 22:48

17 de Janeiro de 2009

Passar a vida inteira lutando contra o seu próprio cabelo.

 

Comprar uma blusa que não combina com nada, mas que pelo preço estava irresistível!

 

Saber de memória quem se casou, quem se separou e quem deixou a carreira

 

Ter uma bolsa que parece a necessaire da avó do 007, de tantas coisas acumuladas e incríveis que existem dentro dela.

 

Falar de intimidades que os homens nem sequer imaginam.

 

Ser tratada como uma idiota pelos mecânicos de uma oficina.

 

Ter crises conjugais, crises existenciais, crises de identidade, crises de nervos!

 

Ser mãe solteira, mãe casada, mãe separada e... mãe do marido.

 

Ver uma partida de futebol (só para fazer companhia ao noivo).

 

Lavar as cuecas no chuveiro, e depois pendurar no toalheiro (para horror do sexo masculino).

 

Comer uma caixa inteira de bombons porque brigou com o noivo, passar mal, e sentir-se destruída porque saiu da dieta.

 

Escutar que... 'mulher ao volante é um perigo constante.'

 

Depilar as pernas a cada 15 dias, com cera!

 

Como se sente rasgando as meias na entrada de uma festa.

 

Sentir-se pronta para conquistar o mundo, quando está usando um batom novo.

 

Sentir-se realmente infeliz, porque não tem uma roupa linda para sair (embora tenha o armário repleto!).

 

Chorar no banho, olhando-se no espelho para ver qual é o melhor ângulo.

 

Descobrir que a sua relação e o mundo se acabou... e depois descobrir que não era nada

mais que a síndrome pré-menstrual.

 

Colocar uma faixa apertada para disfarçar a barriga.

 

Dançar, cantar e caminhar no sétimo céu... só porque 'ele' ligou ou escreveu. (ESTOU CERTO QUE TE AMO).

 

Brigar, só para depois fazer as pazes.

 

Dizer não, para que ele insista bastante, e depois dizer... sim!

 

Ficar esperando o marido na cama, quando ele está a jogar videojogos no computador...

 

O milagroso poder curativo de... um beijo..., um gesto..., e uma palavra doce.

 

Ser santa, filósofa, mestra, médica, psicóloga, redentora, administradora, cozinheira, organizadora, juíza... e etc...!, antes de começar a pensar nela mesma.  

 

Chorar, extasiada de felicidade, e... rir, tomada de fúria...

 

Enfim, só uma mulher sabe o que é... ser mulher!!!

 

Fonte: e-mail da Vandinha.

Não resisti em posta-lo!

publicado por Praiamorena às 15:41

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