24 de Março de 2011

Ela agora ocupa um lugar outrora impensável.

É verdade. Depois de horas fechada, focada em tudo menos em mim o natural é fazer algo para espairecer.

Ligar às amigas, combinar coisas ou ficar simplesmente pela chamada, na dita fofoca.

Hoje, saí e pensei duas vezes: ligo às amigas ou ligo à mãe.

"Vou ligar à mãe primeiro, vai atender-me de certeza", e pensei ainda "as meninas não me devem atender".

Pensado e acontecido.

A mãe ocupou o lugar das melhores amigas.

 

 

publicado por Praiamorena às 21:34

16 de Fevereiro de 2011

Ligo-lhe ao fim do dia para cumprir a rotina. Uma mensagem de manhã, uma chamada à noite, tudo para compensar a ausência.

Até aqui nada de novo, até ter falhado com a dita rotina no dia 14.

Porquê? Porque foi um dia complicado, cheio... por mais nada.

Dia 15 ligo-lhe. Do outro lado a voz aguda, estridente, típica de quem vai jogar ao ataque: "Ontem não me ligaste, o meu filho ligou!".

Não percebi à primeira. Ela sabe que às vezes eu não ligo, mas ter chamado o filho à conversa deixou-me intrigada.

"O seu filho ligou-lhe?", ah, lá me lembrei. Ligou porque era dia dos namorados.

Ora bolas, tem um filho e um marido (atenção, tem marido) e reclama por eu não ter ligado no dia dos namorados.

Pensei alto até e ouvi um riso divertido: "Sim, sim. O meu filho ligou-me. Tu nada".

"Pois claro que não liguei", disse-lhe. "E o seu filho só fez bem. Está a compensar o mau filho que foi durante todo o tempo que esteve perto. Agora que está longe mudou".

E ligar-lhe no dia dos namorados porque era o dia dos namorados? Nem me lembro de alguma vez tê-lo feito.

Ela continuava a rir-se sem mudar de opinião. O filho era o pródigo!

Teria graça se não tivesse calhado numa semana complicada, de má gestão de conflitos internos, chuvosa e fria.

A pontaria foi má no que toca ao timing, mas amanhã passo aqui e darei a maior gargalhada depois de reler este curto relato.

publicado por Praiamorena às 21:55

11 de Fevereiro de 2011

Agora pede-me, com aquele olhar terno, para que eu venha.

No tom sente-se a questão que não é capaz de colocar directamente: "porque vens tão poucas vezes?"

Não pergunta, mas consegue dizer tantas coisas que juntando vai lá dar.

Entendo-a e também gostaria de ir mais vezes, como quem quer estar com o novo amor todos os dias. Sim. Pelos pais também se sente essa vontade louca de estar junto. A distância dá o seu contributo às relações que outrora foram difíceis.

"Não posso", respondo a contra-gosto.

É estranho dizer "não posso", mas foi ela quem criou essa independência, esse sentido de responsabilidade, de pessoa ocupada que leva tudo até onde pode, porque até ao fim... não sei o que é até ao fim e parece muito definitivo.

Mas hoje quem quer o colo é ela. Procura-o de uma maneira muito torpe, difícil de decifrar, contudo possível.

publicado por Praiamorena às 23:11

10 de Fevereiro de 2011

Um sabor amargo, foi o que senti depois de ter ido contra uma saliência de um carro, daqueles bem antigos, que têm o "agarra-atrelado" de fora.

Não foi por ter ido contra esse objecto, nem por ter criado dois hematomas na canela e ter sentido umas dores horríveis.

Não foi pelo embate, nem pelo resultado.

Espante-se quem quiser, mas o amargo veio pelo simples motivo de que senti a perna inchar e me lembrei que não havia uma única pomada em casa.

Recém mudada, independente, mas ainda desorganizada em detalhes.

Uma  simples pomada, uma almofada de gelo, coisas que mãe preta tem, mas eu não.

Deu-se a batida e o pensamento foi: na farmácia da mamã eu safava-me!

Tirava a pomada e levava com ela o raspanete da praxe.

 

Nada mudou, portanto, apenas o meu lugar!

publicado por Praiamorena às 22:48

25 de Agosto de 2010

 

A FAO lança uma campanha mundial contra a fome, dando um pontapé de partida a uma petição online incentivando o público consciencializar-se e reagir perante a dura realidade de que quase

1 Bilhão de pessoas sofre ainda da fome no Mundo.

 

O objectivo da campanha, em Cabo Verde, é de sensibilizar a população sobre o grave problema da fome no mundo e recolher 5.000 assinaturas, até o dia 16 de Outubro de 2010,

Dia Mundial da Alimentação, cujo Lema este ano é “Unidos contra a Fome”.

 

Pretende-se, com a petição, na internet, levar os governos a darem prioridade absoluta à eliminação da fome, porque se houver vontade política, poderão ser encontrados os recursos para acabar com a fome. Propõe-se aos diferentes meios de comunicação que utilizem as imagens da campanha nos seus próprios sites, na internet.

O link para a Campanha http://www.1billionhungry.org onde pode assinar directamente na internet.

 

 

Não querendo tornar este espaço um local de promoção seja do que for, pareceu-me justo postar aqui o texto supra-citado, recebido através de um e-mail.

Vale a pena ajudar

publicado por Praiamorena às 10:20

03 de Junho de 2010

Não, não resolvi deixá-lo morrer, mas há muito tempo ando a repensar a filosofia do meu blog.

Ele tem sido, ou foi, o contador de algumas peripécias entre mãe e filha, mães e filhos, que nuncam acabam.

Mas ultimamente mãe e filha só se encontram via telemóvel e ultimamente a memória tem pregado partidas e aderido à preguiça, não querendo lembrar das estórias e quando se lembra não consegue dar-lhes aquele toque de interesse para que seja lido.

Por esse motivo e outros provavelmente e porque quero muito continuar a ter o meu canto, este, resolvi fazer um post de transição.

Acho que pode continuar a chamar-se Mãe Preta, não só porque foi a minha motivação, mas também porque estou a ficar igual a ela!

Bela surpresa, não?!

Há tanta coisa a acontecer e talvez este seja o canto que melhor guardará as minhas memórias e, por isso, o melhor sítio para largar os desabafos.

Aqui, vou passar a atacar todos os meus fantasmas :)

...já agora, a mim também!

publicado por Praiamorena às 20:10

09 de Dezembro de 2009

Hoje enviei-lhe uma mensagem.

Disse apenas a nota que tirei.

Queria dizer-lhe mais, queria desdobrar mil palavras para dizer somente esta: fracassei!

Mas julguei que dizendo "só tirei..." ela entenderia e ligar-me-ia ou retribuiria com outra mensagem para me dizer que não fazia mal.

Esperei, esperei, esperei....

Aquele colo não chegou.

Por essa não esperava eu... não que o colo faltasse, mas que eu reclamasse por ele?!

 

publicado por Praiamorena às 22:16

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